Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

Vida de Fernando Pessoa

Fernando António Nogueira Pessoa, nascido em Lisboa, a 13 de Junho de 1888, foi um conceituado poeta e escritor português.
O pai, Joaquim de Seabra Pessoa, era funcionário público e crítico musical. Maria Madalena Nogueira Pinheiro Pessoa, a sua mãe era natural dos Açores.
Foi baptizado dia 21 de Julho, no Chiado, na Igreja dos Mártires.
Durante a sua infância e adolescência, Pessoa é marcado pela morte do seu pai (24 de Julho) apenas com 43 anos, vítima de tuberculose. O seu irmão Jorge, com apenas um ano, falece no ano seguinte.
Mais uma vez, a mãe casou-se com João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban, na Igreja de São Mamede. Devido ao casamento, Pessoa vai viver com a mãe, tio-avô e o padrasto para a África do Sul. Aí, começa a gostar de estar isolado que lhe proporcionava muita reflexão. Recebe educação Britânica (dominando bem o inglês).
Realiza o curso primário de 5 anos em apenas 3, numa escola irlandesa de freiras da West Street.
Em 1899, com apenas 11 anos, começa a enviar cartas a si mesmo através do heterónimo Alexander Search.
Em 1901 é aprovado com distinção e escreve os seus primeiros poemas em inglês. Nessa mesma época, a sua irmã Madalena Henriqueta, de 2 anos, morre. Viaja para Portugal com a família, ficando a residir em Pedrouços e indo visitar os Açores (família materna), Tavira (família paterna), e assistindo ao nascimento de João Maria, o quarto filho da mãe de Pessoa.
Toda a família regressa para Durban, menos Fernando Pessoa, que fica a residir em Lisboa. Regressa a África, sozinho, onde tenta escrever romances em inglês. Estuda de noite e de dia dedica-se a disciplinas humanísticas.
Já em 1902, candidata-se à universidade, não obtendo boa classificação na prova de admissão, mas suficiente para ficar em os 899 melhores, ganhando o prémio “Queen Victoria Memorial Prize”. No ano seguinte regressa à escola de Durban, onde aprofunda os seus conhecimentos literários, ingleses e latinos, e escrevendo prosa e poesia em inglês. Nasce a sua irmã Maria Clara, e publica num jornal de liceu um ensaio crítico. Encerra, finalmente, os seus estudos na África do Sul, com bons resultados.
Em 1905, deixa a família em Durban e regressa definitivamente a Portugal. Vai viver com a sua avó Dionísia, doente mental. A escrita de poemas prossegue, e em 1906 Pessoa matricula-se na actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que abandona sem sequer completar um ano de estudos. Desenvolve então o interesse por literatura portuguesa, nomeadamente Cesário Verde e Padre António Vieira.
A sua avó Dionísia morre no ano de 1907 deixando-lhe uma pequena herança cujo Pessoa usa para montar uma tipografia (Empresa Íbis — Tipografia Editora — Oficinas a Vapor) que rapidamente faliu.
A partir de 1908 tornou-se correspondente estrangeiro, traduzindo correspondência e ganhando um modesto estatuto social.
Começa a escrever para a revista “Águia”, publicando ensaios e críticas literárias.
A 29 de Novembro de 1935, Fernando Pessoa é internado no Hospital de São Luís dos Franceses com uma “cólica hepática”. Sendo muito fiel à aguardente “Águia-real” e ganhando problemas devido ao alcoolismo, Pessoa falece, dia 30 de Novembro, com 47 anos, de cirrose hepática. A última frase que escreveu, dias antes de morrer, no idioma com que estudou (inglês) foi: I know not what tomorrow will bring – (Eu não sei o que o amanhã trará.).

publicado por musicg33ks às 20:42
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